
O basquete brasileiro e mundial perdeu, na tarde desta sexta-feira (17/4), um de seus maiores nomes. Oscar Schmidt morreu aos 68 anos, após apresentar um mal-estar e ser encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em Santana do Parnaíba (SP), onde estava internado.
A causa da morte não foi divulgada até o momento. Também não há informações oficiais sobre velório e sepultamento.
Conhecido como Mão Santa, Oscar construiu uma das trajetórias mais marcantes da história do esporte. Em 2011, foi diagnosticado com câncer no cérebro, enfrentando tratamentos ao longo dos anos. Em 2022, chegou a anunciar que havia interrompido a quimioterapia após ser considerado curado.
A carreira do ídolo começou ainda na década de 1970, pelo Palmeiras, mas ganhou projeção nacional no Sírio, onde ajudou a equipe a conquistar, em 1979, o título mundial interclubes — feito inédito para um clube brasileiro à época.
No cenário internacional, Oscar brilhou especialmente na Itália, defendendo equipes como o Juvecaserta e o Pavia entre os anos 1980 e início dos anos 1990. Durante esse período, atuou ao lado de Joe Bryant, pai de Kobe Bryant, que mais tarde reconheceria o brasileiro como um de seus primeiros ídolos.
Apesar de ter sido selecionado no Draft da NBA de 1984 pelo New Jersey Nets, Oscar optou por não atuar na liga norte-americana para seguir defendendo a Seleção Brasileira — decisão que reforçou ainda mais sua ligação com o país.
Um dos momentos mais emblemáticos de sua carreira veio nos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando liderou o Brasil na histórica conquista sobre os Estados Unidos, em pleno território adversário.
De volta ao Brasil nos anos 1990, vestiu as camisas de Corinthians e Flamengo, acumulando títulos nacionais e estaduais. Encerrou a carreira em 2003, após quase três décadas dedicadas ao basquete.
Reconhecido mundialmente, Oscar Schmidt foi incluído no Hall da Fama da FIBA em 2010 e, três anos depois, no Hall da Fama do Basquete Naismith Memorial. Também integra o Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil.
A morte de Oscar encerra um capítulo inesquecível do esporte, mas seu legado permanece vivo nas quadras e na memória de gerações de fãs e atletas.















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