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"Brasil precisa de equilíbrio e foco no que realmente importa”, diz Caiado ao defender gestão com prioridades para cidadãos

Em entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, na manhã desta terça-feira (14/01), o governador Ronaldo Caiado destacou a urgência de uma liderança comprometida com as reais demandas da população brasileira. “O desafio do Brasil é ter uma pessoa de coragem na presidência da República para pautar o que é relevante para a vida das pessoas”, afirmou Caiado aos jornalistas Luciano Potter, Kelly Matos e Paulo Germano.

Durante a conversa, o gestor goiano lembrou das dificuldades enfrentadas ao assumir a administração de Goiás e como conseguiu transformar a realidade do estado. “Eu peguei um Estado totalmente dilapidado, corrompido e que só aparecia nas páginas policiais. Hoje, Goiás tem o maior grau de liquidez no Brasil, além de segurança, educação e saúde em primeiro lugar”, destacou, ao falar do trabalho sério e transparente desenvolvido a frente do Governo de Goiás.

Tendo como base o trabalho realizado em Goiás, Caiado lembrou que há um cansaço da população brasileira com gestões que não priorizam o desenvolvimento. “Nós estamos perdendo hoje até para o Vietnã e para o Camboja, que já estão desenvolvendo tecnologias muito mais avançadas do que nós”, declarou. “O Brasil precisa de equilíbrio e foco no que realmente importa”, acrescentou.

8 de janeiro

Ao comentar sobre os atos antidemocráticos ocorridos em janeiro de 2023, Caiado criticou o governo Lula por focar excessivamente no episódio, que tem sido a “única coisa” discutida durante os dois anos de mandato. “Você não vê um programa de governo, um programa de infraestrutura, de saúde, de nada. Você vê um governo gastando cada vez mais, mantendo uma estrutura de fisiologismo partidário dentro dos órgãos do Estado”, afirmou. Ele ressaltou que o episódio do 8 de janeiro deve ser tratado pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Para Caiado, a insistência nesse tema impede que o governo foque em problemas urgentes como inflação, juros altos e a fuga de capital. “Se nós ficarmos eternamente discutindo 8 de janeiro, você vai ter uma inflação cada vez maior, o juro cada vez maior, a fuga de capital do Brasil cada vez maior, e você não vê nenhuma mudança substantiva”, concluiu. Ele também citou o exemplo do presidente Juscelino Kubitschek, que, após sofrer uma tentativa de golpe, não se concentrou no episódio, mas sim no desenvolvimento do Brasil.

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