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Com Moraes na ‘fogueira’ de polêmicas, Malafaia faz convocação

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (20) para marcar a data de seis meses desde que foi alvo de medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em vídeo divulgado enquanto críticas contra o ministro crescem na imprensa, ele classificou o período como de “perseguição política e religiosa”.

Em 20 de agosto de 2025, ao desembarcar de voo internacional no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, Malafaia foi abordado pela Polícia Federal. Na ocasião, agentes cumpriram determinação do ministro Moraes e apreenderam seu passaporte, cadernos teológicos e aparelho celular . O pastor também foi proibido de manter contato com outros investigados, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro .

No vídeo publicado nesta sexta, Malafaia afirmou que não havia risco de fuga que justificasse a retenção do documento. “Uma coisa eu não sou: covarde, medroso e fujão”, declarou, repetindo argumento já apresentado em agosto do ano passado, quando pediu publicamente a devolução do passaporte .

O pastor também criticou a tramitação do inquérito das fake news, aberto em 2019 e conduzido por Moraes, que investiga supostas articulações para coagir autoridades e pressionar o STF . Para Malafaia, o ministro “transforma opinião em crime” ao manter a investigação em curso por tempo indeterminado.

Contexto da Investigação

Malafaia é investigado em apuração que envolve também Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o pastor teria atuado como orientador de ações de coação e obstrução de investigação, inclusive utilizando a ameaça de sanções internacionais como instrumento de pressão . A decisão de Moraes aponta “fortes indícios de participação de Silas Malafaia na empreitada criminosa” .

O inquérito das fake news, do qual este caso é desdobramento, foi aberto de ofício em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, e tem Moraes como relator. A investigação já foi alvo de críticas de juristas que apontam suposta incompatibilidade com o sistema acusatório, uma vez que o magistrado acumula funções de vítima e investigador .

Convocação de Ato

Ao final do vídeo, o pastor convocou apoiadores para uma manifestação no dia 1º de março, às 14h, na Avenida Paulista, em São Paulo. Na ocasião, voltou a atacar o ministro: “Ditador Alexandre Moraes, sua hora vai chegar. Ou pela justiça dos homens, ou pela justiça de Deus”.



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