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Criança de até 4 anos é expulsa de creche por suposta ‘homofobia’

Uma criança entre 3 e 4 anos foi suspensa de uma creche no Reino Unido durante o ano acadêmico de 2022-23, sob a acusação de “abuso contra orientação sexual e identidade de gênero”, a suposta “homofobia“, conforme dados divulgados pelo Departamento de Educação (DfE).

O caso integra um total de 94 alunos de escolas primárias estaduais suspensos ou excluídos permanentemente no mesmo período por suposta “homofobia”, incluindo 10 crianças do 1º e 2º anos (idade máxima de 7 anos).

Os dados, coletados desde 2020-21, revelam que suspensões e expulsões por comportamento homofóbico ou transfóbico subiram de 164 em 2021-22 para 178 em 2022-23. Essex liderou as estatísticas com 16 casos, seguido por Birmingham (15), Bradford (11) e Norfolk (8).

O aumento ocorre em meio a um crescimento geral de indisciplina nas escolas inglesas pós-pandemia: 787.221 alunos foram suspensos em 2022-23, mais que o dobro de 2016-17. No ensino fundamental, as suspensões aumentaram 31% (84.339 casos), enquanto as expulsões permanentes subiram 21% (9.377).

Reações críticas

Helen Joyce, diretora da organização Sex Matters, classificou o caso da criança em idade pré-escolar como “extremo” e alertou para a imposição de “ideias adultas” sobre alunos pequenos.

“Este não é um caso isolado. Treze crianças de quatro e cinco anos foram suspensas ou excluídas pelo mesmo motivo. É imperdoável interromper traumáticamente a educação infantil para priorizar demandas de ativistas”, afirmou, segundo o The Telegraph.

Lord Young, diretor da União, questionou as políticas escolares: “Se uma ideologia é tão rígida que justifica punir crianças pequenas, é um argumento poderoso para descartá-la em favor de algo menos autoritário”.

Resposta do Departamento

Um porta-voz do DfE afirmou: “Todos devem se sentir seguros na escola. A Secretária de Educação exige que líderes escolares priorizem bom comportamento”. O órgão citou iniciativas como clubes de café da manhã gratuitos, suporte à saúde mental e programas de melhoria de frequência.

Dados preliminares do outono de 2023 indicam que suspensões no ensino fundamental subiram 41%, e expulsões permanentes, 35,2%. “A tendência não está diminuindo”, destacou o The Telegraph, que relatou aumento de casos de crianças de até 5 anos acusadas de “atacar” colegas e professores.



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