Monitoramento da OMM acende o alerta no Norte; combinação de crise climática e aquecimento dos oceanos ameaça o transporte e o abastecimento na região e rápido avanço do fenômeno
Com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), monitorando um novo El Niño potencialmente recorde em formação, acendeu um alerta na Amazônia. O temor é de que a região reviva a seca histórica de 2024, cujo ápice marcou uma das piores estiagens já registradas no Norte do país brasileiro. Aquele cenário foi impulsionado pela combinação de um El Niño persistente, pelo aquecimento das águas do Atlântico Norte e pelo agravamento das mudanças climáticas.
Nesta sexta-feira (3), a OMM revisou as suas projeções, apontando para a rápida formação de um El Niño de forte intensidade nos próximos meses. Na Amazônia, o primeiro impacto de um novo ciclo de seca extrema tende a ser o isolamento. A redução dos níveis dos rios gera um efeito cascata, comunidades inteiras correm o risco de perder o acesso a transporte, água potável e serviços básicos de saúde e educação.
O impacto já é visível fora da América do Sul: a Europa passou pela pior onda de calor já registrada na sua história durante a Semana do Clima de Londres na última semana de junho, com interrupções na geração de energia e danos à infraestrutura e a serviços básicos.










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