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Grávida, cristã é condenada por ser contra ‘a lei islâmica’, no Irã

No último sábado (8), Dia Internacional da Mulher, Narges Nasri, uma cristã grávida de 37 anos, foi condenada a 16 anos de prisão por um tribunal islâmico no Irã.

A sentença foi proferida pela juíza Iman Afshari, do Tribunal Revolucionário, que acusou Narges de ser membro de uma igreja doméstica e realizar “atividades de propaganda contrárias à lei islâmica”.

De acordo com a organização Article 18, que defende a liberdade religiosa, Narges também foi acusada de “propaganda contra o Estado” por ter expressado apoio ao movimento “Mulheres, Vida, Liberdade” nas redes sociais.

Além disso, ela foi sentenciada por receber assistência financeira de uma organização estrangeira, o que é considerado crime pelas autoridades iranianas.

Steve Dew-Jones, do Article 18, explicou que a acusação de envolvimento com organizações externas é tratada com severidade pela legislação iraniana.

“O Artigo 500 prevê uma sentença mais dura quando há evidências de financiamento ou envolvimento organizacional do exterior”, afirmou. Dew-Jones também ressaltou que essa lei tem sido frequentemente utilizada contra iranianos que se convertem do Islã para o cristianismo.

Intolerância generalizada

Narges não foi a única a ser condenada. Outros dois ex-muçulmanos, Abbas Soori (48 anos) e Mehran Shamloui (37 anos), que também se converteram ao cristianismo, receberam sentenças de prisão.

Abbas foi condenado a 15 anos de detenção por “atividades de propaganda” e por ser membro de uma igreja doméstica, enquanto Mehran recebeu uma sentença de 10 anos e 8 meses por frequentar igrejas e evangelizar.

Além das penas de prisão, os três cristãos também foram multados. Narges e Abbas foram multados em 3.500 dólares cada, enquanto Mehran foi multado em 2.750 dólares.

A privação de direitos sociais, como acesso a saúde, emprego e educação, também foi imposta a todos. Narges e Abbas, especificamente, terão restrições adicionais: serão proibidos de pertencer a qualquer grupo e não poderão residir em Teerã nem deixar o Irã por dois anos após a libertação.

Os três cristãos foram presos em 3 de novembro do ano passado, durante uma série de invasões realizadas simultaneamente em suas casas em Teerã. Durante a operação, agentes de inteligência confiscarem itens pessoais, incluindo Bíblias, cruzes e instrumentos musicais. O músico Mehran teve equipamentos avaliados em cerca de 5.500 dólares apreendidos.

Perseguição aos cristãos no Irã

A perseguição religiosa no Irã, especialmente contra os cristãos, é intensa e institucionalizada. O regime islâmico do país segue rigorosamente a Sharia, e a propagação de qualquer religião que não seja o Islã é considerada crime.

A pena de morte é prevista para aqueles que insultam o profeta Maomé, e cidadãos muçulmanos não podem mudar ou renunciar à sua fé, conforme relatórios de organizações internacionais. Com informações: Christian Daily



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