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Liberar perdão é a chave para a restauração conjugal; veja dicas

Valcelí Leite, psicanalista e presidente da Associação Brasileira de Teopsicoterapia (ABRATHEO), abordou em artigo recente o papel transformador do perdão em casamentos deteriorados.

Baseando-se na citação de Lewis B. Smedes — “Perdoar é libertar um prisioneiro e descobrir que o prisioneiro era você” —, Leite analisou como mágoas não resolvidas corroem relacionamentos, mesmo entre cristãos que professam fé em um “Deus restaurador”.

Dinâmica das feridas não curadas

O especialista refutou a ideia de que o tempo cura conflitos conjugais: “Mágoas recalcadas transformam-se em ressentimento, depois em raiva e, finalmente, em indiferença”.

Citando Efésios 4:31-32, enfatizou que a Bíblia propõe um caminho oposto ao orgulho ou vingança, mas esclareceu: “Perdão não é sinônimo de esquecimento passivo. É um processo intencional que exige maturidade e, frequentemente, apoio profissional”.

A passagem citada diz que”toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como toda maldade, sejam eliminadas do meio de vocês. Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.”

Teopsicoterapia

Leite explicou sua abordagem terapêutica, que combina psicanálise e princípios cristãos: “Feridas conjugais como traições ou negligência emocional afetam corpo, alma e espírito. A cura exige acolhimento do sofrimento sem julgamento, seguido de reinterpretação da dor à luz da identidade como filho de Deus”.

Para o especialista, o método oferece ferramentas para:

  • Validar experiências traumáticas;

  • Reconstruir vínculos rompidos;

  • Restaurar a autoimagem espiritual.

O poder do perdão

Questionando “por que perdoar quando tudo em mim grita para não perdoar?”, o teoterapeuta argumentou: “A falta de perdão nos prende à própria dor. Um coração acorrentado não ama nem recebe amor plenamente”.

Ele apontou Colossenses 3:13 como fundamento: “Deus nos perdoou primeiro. Perdoar é imitar Cristo e um presente que damos a nós mesmos”.

Quando buscar ajuda

O especialista listou indicadores de quando o casal precisa de intervenção. Ou seja, de ajuda profissional:

  1. Frieza persistente sem conflitos aparentes;

  2. Erros passados que ainda desencadeiam discussões;

  3. Incapacidade de restabelecer confiança;

  4. Substituição da mágoa por indiferença;

  5. Pensamentos recorrentes de separação.

Caminho prático

O artigo concluiu com um apelo à ação: “O perdão não apaga o passado, mas reconstrói futuros. Com quatro sessões de Teopsicoterapia, iniciamos processos de escuta e cura”. Leite ofereceu um e-book gratuito (“5 Sinais que seu Casamento Pode Estar Acabando”) e reforçou: “Deus cura o incurável quando damos o primeiro passo”.

Valcelí Leite (@ValceliLeite) é psicanalista, teoterapeuta e pastor, com formação em Fisioterapia, Terapia Familiar Sistêmica e TCC. Preside a ABRATHEO e atua há 15 anos em orientação conjugal. Com: Guiame.



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