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Netanyahu promete atuar para apoiar cristãos sob perseguição

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que pretende se unir a iniciativas lideradas pelos Estados Unidos para proteger cristãos perseguidos em diferentes países.

Ele fez a declaração em um discurso a líderes evangélicos na Flórida e disse que Israel trabalha “em conjunto com os Estados Unidos e outros países” nesse tema.

O apoio de cristãos evangélicos a Israel nos Estados Unidos tem sido associado, em parte, a leituras teológicas como o dispensacionalismo, que atribui papel central a Israel e ao povo judeu nos planos de Deus. O tema também passou a aparecer em debates políticos internos, inclusive entre conservadores.

O apresentador Tucker Carlson, que é episcopal, questionou em declarações públicas se é correto o governo dos Estados Unidos atuar de forma que, na avaliação dele, possa priorizar interesses de um país estrangeiro em detrimento de prioridades domésticas.

No encontro com líderes evangélicos, Netanyahu afirmou: “Estamos nos unindo a um esforço para criar, basicamente, uma nação unida de países que apoiam as comunidades cristãs ao redor do mundo, comunidades ameaçadas que merecem nossa ajuda. Assim como vocês estão nos ajudando, queremos retribuir. E somos capazes de fazer isso”.

“Na África, com informações de inteligência, no Oriente Médio, com muitos meios que não vou detalhar. Essa é a nossa agenda, é uma parte fundamental da nossa agenda, e ela continuará com ainda mais força e poder no próximo ano”, acrescentou, de acordo com o Christian Today.

As declarações ocorreram após referências, no debate público, a ataques aéreos dos Estados Unidos no dia 25 de dezembro contra grupos armados na Nigéria. A Nigéria tem uma população cristã significativa e é citada com frequência em discussões internacionais sobre violência contra comunidades cristãs.

Nos últimos meses, críticas e alertas também passaram a mencionar episódios envolvendo cristãos em Israel. Essas manifestações incluem questionamentos sobre restrições a visitantes cristãos em locais considerados sagrados, especialmente durante a Páscoa, e cobranças para que autoridades atuem para impedir ataques violentos de colonos israelenses contra comunidades cristãs na Cisjordânia.



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