Lar Religião Nikolas tentará barrar bloqueadores hormonais em crianças trans
Religião

Nikolas tentará barrar bloqueadores hormonais em crianças trans

A recente portaria do Ministério da Saúde, publicada no governo Lula, que reduz a idade mínima para o início de tratamentos hormonais para jovens e crianças trans, gerou críticas e reações de parlamentares e especialistas.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que tomará medidas para questionar a decisão, incluindo o protocolo de um pedido de informações sobre as bases científicas da portaria e a apresentação de um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para sustar a medida.

“Vou protocolar um pedido de informações exigindo as bases científicas dessa decisão para comprovar quem são os verdadeiros negacionistas”, declarou Nikolas.

Em outubro, o deputado evangélico já havia tentado barrar uma emenda parlamentar da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), que destinava R$ 120 mil à ONG Minha Criança Trans. A ação foi encerrada pela Advocacia-Geral da União (AGU). O embate entre parlamentares de posicionamentos opostos em questões ligadas à infância e gênero é constante.

A jurista e vereadora eleita Janaina Paschoal (Republicanos-SP) também se posicionou contrária à portaria. Ela descreveu intervenções cirúrgicas em jovens como uma forma de mutilação e pediu que o governo revise a decisão: “Extrair os seios de uma mocinha de 18 anos, que pode vir a desejar ser mãe e amamentar, é mutilação”, afirmou.

Janaína pediu ao presidente Lula que considere as implicações futuras da medida, incluindo a possibilidade de ser reconhecida como crime contra a humanidade.

Contra-mão

A decisão do governo brasileiro contrasta com medidas recentes adotadas em países como Reino Unido, Suécia, Argentina e diversos estados dos Estados Unidos.

Essas nações e jurisdições têm revisado ou restringido o uso de bloqueadores de puberdade e outros tratamentos hormonais em jovens e crianças trans. Em março de 2023, o Reino Unido anunciou a suspensão de tais procedimentos, argumentando falta de evidências conclusivas sobre a segurança das intervenções.

Na Suécia, as autoridades seguiram linha semelhante, destacando incertezas científicas. Já na Argentina, o novo presidente Javier Milei reverteu políticas anteriores relacionadas ao tema.

Alto custo

Além do debate ético e científico, a portaria enfrenta críticas pelo impacto fiscal. O Sistema Único de Saúde (SUS) estima um custo de R$ 443 milhões até 2028 para serviços dedicados ao atendimento de pessoas trans.

O aumento de despesas ocorre em meio a pressões para contenção de gastos públicos, intensificando as discussões sobre a medida, de acordo com a revista Oeste.

A portaria deve continuar sendo alvo de debates políticos e jurídicos, refletindo as tensões entre diferentes visões sobre saúde pública, infância e direitos das pessoas transgênero no Brasil.



FONTE

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos Recentes

Categorias

Artigos relacionados

Líder do Irã promete vingança e mudanças no Estreito de Ormuz

O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, fez seu primeiro pronunciamento...

Menino de 11 anos emociona ao pregar para mais de mil crianças

Um menino de 11 anos, filho de pastores da Freedom Church em...

Bélgica e Holanda vivem epidemia de eutanásia com 15 mil mortes

Dados divulgados por autoridades de Bélgica e Países Baixos indicam aumento no...

Escala de trabalho impedia cristão de ir aos cultos e vira processo

Uma empresa de transporte rodoviário na Califórnia foi acionada judicialmente pela Comissão...