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Tecnologia a serviço da informação de interesse público – 21/05/2025 – Educação

A inteligência artificial generativa é uma realidade no cotidiano de pessoas em todo o mundo e representa esperança de avanços para a humanidade. Ao mesmo tempo, impõe desafios em várias frentes, sobretudo se usada com o objetivo de dividir as sociedades com polarização política.

Em um universo digital, uma das áreas mais sensíveis aos efeitos das novas tecnologias diz respeito à integridade da informação, pela qual passam necessariamente as liberdades de expressão, a pluralidade e a garantia dos direitos humanos e da produção e distribuição jornalística livre e responsável.

Esse foi o tema central dos eventos promovidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) e sua agência para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para celebrar, refletir e debater o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, no dia 3 de maio.

“A inteligência artificial pode apoiar a liberdade de expressão —ou sufocá-la”, sintetiza mensagem do secretário-geral da ONU, António Guterres. “Algoritmos tendenciosos, mentiras descaradas e discurso de ódio são minas terrestres na superestrada da informação. Informações precisas, verificáveis e baseadas em fatos são a melhor ferramenta para neutralizá-los”, completa.

De fato, em um cenário informacional no qual o jornalismo e os direitos humanos são preservados e estimulados, a inteligência artificial generativa pode trazer inegáveis avanços, ampliando a capacidade de investigação, escrutínio e análise por parte dos jornalistas, além de colaborar com a democratização do acesso à informação e para o compartilhamento de ideias nas plataformas digitais.

Por outro lado, segundo a Unesco, essas ferramentas podem ampliar o cenário desinformativo quando exploradas por agentes mal-intencionados, espalhando boatos ou ódio e, ao mesmo tempo, limitando a pluralidade. Há ainda evidências de governos utilizando a tecnologia para vigilância e invasão de privacidade, abrindo caminho para novas formas de censura —de acordo com a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), seu indicador do Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa chegou ao pior nível da história do levantamento.

Por isso, no entendimento da Unesco, é preciso estabelecer estruturas legais claras para o acesso à informação, garantindo que os benefícios da inteligência artificial generativa no jornalismo sejam totalmente aproveitados, respeitando os padrões éticos, legais e de transparência.

Esses princípios estão expostos no Pacto Digital Global, adotado pela ONU no ano passado, que inclui medidas concretas para fortalecer a cooperação internacional para promover a integridade da informação, a tolerância e o respeito no espaço digital, bem como os direitos autorais e a educação midiática.

Como diz António Guterres, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa destaca uma verdade fundamental: a liberdade das pessoas depende da liberdade de imprensa. “O jornalismo livre e independente é um bem público essencial. É a espinha dorsal da responsabilidade, justiça, igualdade e direitos humanos.”

Em paralelo ao fortalecimento das liberdades de imprensa e de expressão, a inteligência artificial generativa deve ser utilizada para valorizar a informação de interesse público, a democracia, a paz e o desenvolvimento sustentável.

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