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Veja como centenas de presos estão sendo transformados no Piauí

Desde janeiro deste ano, 215 presos foram batizados em unidades prisionais do Piauí como parte de iniciativas evangelísticas promovidas por igrejas em parceria com a Secretaria de Justiça (Sejus).

O ápice ocorreu no último sábado (12), quando 70 detentos de duas penitenciárias realizaram o ritual, simbolizando adesão pública à fé cristã, algo que consolida os frutos do evangelismo voltado para esse público.

Detalhes

  • Penitenciária Luiz Gonzaga Rebelo (Esperantina): 41 homens foram batizados em caixas d’água adaptadas, durante culto organizado por denominações evangélicas locais.
  • Penitenciária Professor José de Ribamar Leite (Teresina): 29 detentos participaram do ritual, acompanhados por pastores e voluntários.

Os eventos integram o programa de assistência religiosa da Sejus, que já registrou 816 batismos no sistema prisional piauiense em 2024.

Maria Almeida, coordenadora de Assistência Religiosa da Sejus, destacou o impacto das ações: “A fé oferece um caminho para lidar com o encarceramento e motiva uma reintegração ética pós-pena. Nosso desafio é expandir esse apoio, que reduz conflitos e promove reflexão”.

Ela ressaltou que os batismos são voluntários e precedidos por meses de acompanhamento espiritual, incluindo estudos bíblicos e atendimento psicossocial.

Ressocialização

A Sejus atribui à assistência religiosa a queda de 18% em incidentes violentos nas unidades com programas regulares desde 2023. Segundo relatórios, detentos engajados nessas atividades têm 30% mais chances de conseguir emprego após a liberdade, comparado à média geral.

Os cultos ocorrem semanalmente em 14 presídios, com participação de igrejas de diversas denominações. Batismos são realizados trimestralmente, usando piscinas infláveis ou caixas adaptadas, conforme normas de segurança.

Ex-detentos relatam transformações. João Silva*, liberado em agosto, afirmou: “O batismo foi um recomeço. Hoje, trabalho e cuido da família longe do crime”. Nomes como o dele compõem 40% dos egressos que mantêm vínculo com comunidades religiosas pós-saída.

A Sejus planeja estender o programa a mais 6 unidades até dezembro, com foco em capacitação profissional aliada ao apoio espiritual. Com: Guiame.



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