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Papa diz que paz só virá com famílias de homem e mulher

Em seu primeiro discurso oficial a diplomatas estrangeiros desde que assumiu o pontificado, o papa Leão XIV reiterou, em 16 de maio, posições tradicionais da Igreja Católica sobre o casamento e o aborto, ao mesmo tempo em que destacou a defesa da dignidade dos imigrantes e da liberdade religiosa.

A declaração foi feita durante um encontro do novo papa com representantes diplomáticos de diversos países, realizado na sede do Vaticano.

“É responsabilidade dos governantes trabalhar para construir sociedades civis harmoniosas e pacíficas. Isso pode ser alcançado, acima de tudo, investindo na família, fundada na união estável entre um homem e uma mulher”, afirmou Leão XIV ao se dirigir ao corpo diplomático. Segundo o pontífice, o casamento heterossexual continua sendo “fundamento” da família e da estabilidade social.

A fala foi interpretada como um gesto de aproximação com a ala mais conservadora da Igreja, que há anos manifesta preocupação com os rumos pastorais adotados por papas anteriores. Esta foi a primeira vez que Leão XIV, nascido Robert Prevost, se pronunciou publicamente sobre o tema do casamento desde sua eleição como papa. Embora o discurso não tenha feito menção direta à união entre pessoas do mesmo sexo, o cardeal norte-americano já havia se posicionado anteriormente contra esse tipo de reconhecimento civil.

Durante o mesmo encontro, o papa também reafirmou a doutrina católica contrária ao aborto. Ainda assim, dedicou parte significativa de sua fala à defesa da liberdade religiosa, do diálogo inter-religioso e da dignidade dos migrantes. Nascido em Chicago e com experiência missionária no Peru, Leão XIV relacionou sua trajetória pessoal ao tema da imigração.

“Todos nós, ao longo de nossas vidas, podemos nos encontrar saudáveis ou doentes, empregados ou desempregados, vivendo em nossa terra natal ou em um país estrangeiro, mas nossa dignidade permanece sempre inalterada. É a dignidade de uma criatura querida e amada por Deus”, declarou o papa, ao defender acolhimento e solidariedade para com os que buscam refúgio e melhores condições de vida em outros países.

O discurso também incluiu uma condenação ao que o pontífice descreveu como “impulso destrutivo de conquista”, sem mencionar diretamente países ou líderes. Ele destacou que o Oriente Médio e a Ucrânia estão entre os locais onde a população enfrenta “sofrimentos mais graves”.

“A Igreja não hesitará em usar linguagem direta quando necessário para dizer a verdade aos poderosos do mundo”, concluiu Leão XIV, de acordo com informações do G1.



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