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Iraniana prevê “despertar espiritual” no Irã, após queda do regime

Conhecedora da dura repressão imposta pelo regime islâmico aos cristãos no Irã, a iraniana Rostampour Keller viveu na pele a perseguição por sua fé. Convertida aos 17 anos ao receber um livreto evangelístico de uma igreja pentecostal perto de sua casa, ela descreve a experiência como um encontro transformador.

“Foi a primeira vez na minha vida que ouvi que Jesus é o Filho de Deus. Ouvi que Ele foi à cruz pelos meus pecados. Mas nenhuma das palavras soou estranha para mim. Por isso, quando cheguei à última página do livreto, eu estava chorando. Fiquei no meu quarto por três horas. Fiquei impressionada com a presença de Deus e seu amor”, relatou Rostampour, em entrevista divulgada no canal da World Prayer Network no YouTube.

Após sua conversão, ela buscou capacitação teológica e ministerial em uma instituição cristã na Turquia. De volta ao Irã, passou a liderar, ao lado da amiga Marziyeh Amirizadeh, duas igrejas domésticas e a atuar como evangelista. Em 2009, ambas foram presas por agentes do regime sob as acusações de apostasia, blasfêmia e promoção do cristianismo. Condenadas à morte, conseguiram fugir e obtiveram asilo nos Estados Unidos.

Hoje, diante dos recentes ataques de Israel e dos EUA contra o regime iraniano, Rostampour Keller acredita que o país está à beira de uma mudança histórica. Para a iraniana, a queda do extremismo abrirá caminho para um grande despertar espiritual não apenas no Irã, mas em todo o Oriente Médio.

“Depois que o regime cair, precisamos de muitos cristãos prontos e preparados para ir ao Irã e compartilhar Jesus com as pessoas”, destacou. “Por isso acho que nossa responsabilidade, como Corpo de Cristo, de estar com eles em oração é fundamental atualmente.”

A ex‑líder das igrejas domésticas, segundo a CBN News, ressalta que, paralelamente ao conflito armado, há uma batalha espiritual em curso. Ela conta que mantém contato com cristãos dentro do Irã e ouve relatos de frustração, depressão e sensação de abandono por parte da Igreja global.

“Os crentes estão frustrados, deprimidos, isolados e abandonados pela Igreja Global – ou pelo menos é o que eles sentem”, comentou. Keller conclama os cristãos ao redor do mundo a se unirem em oração: “Sinto um peso no meu coração ao incentivar as pessoas a se unirem ao Irã, não apenas aos cristãos, mas a todas as pessoas que estão lutando essa batalha espiritual. Os cristãos precisam elevar esta nação a Deus para a intervenção.”



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