Em greve há oito dias, os trabalhadores da educação da rede municipal de São Paulo rejeitaram a proposta de reajuste salarial da gestão Ricardo Nunes (MDB) e fazem um ato na cidade nesta quarta (6).
Eles se reuniram em frente à Secretaria Municipal de Educação, na Vila Clementino, zona sul da capital, no fim da manhã desta quarta e seguem à caminho da prefeitura, na região central.
Em nota, a gestão Nunes disse que mantem a proposta apresentada. Também informou que ausências não justificadas serão descontadas.
Aderiram à greve diversos profissionais da educação, professores, diretores, coordenadores, agentes escolares e auxiliares técnicos. A principal reivindicação dos servidores é a valorização salarial, além de melhoria nas condições de trabalho.
Eles reivindicam um reajuste salarial de ao menos 5,4% e mais 10% de aumento real, além da incorporação de abonos complementares. A gestão Nunes, no entanto, apresentou proposta em que os servidores receberiam apenas reajuste de 2% neste ano e 1,51%, em 2027.
Para a Coeduc (Coordenação das Entidades Sindicais Especificas da Educação da Municipal), que é composta por três sindicatos de trabalhadores da educação, a proposta da prefeitura é “insuficiente e desrespeitosa”.
Também afirma que a gestão Nunes busca manter o arrocho salarial, enquanto os servidores enfrentam escolas lotadas, com falta de funcionários, excesso de trabalho e infraestrutura precária.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo disse ter apresentado proposta de aumento salarial de 3,51% para todos os servidores, com base no IPC-FIPE acumulado entre abril de 2025 e março de 2026. Informou que a medida representa impacto superior a R$ 1 bilhão por ano na folha de pagamento.
“Desde 2021, a Prefeitura de São Paulo adota uma política contínua de valorização dos servidores, com revisão das remunerações iniciais de carreiras estratégicas e investimentos que já ultrapassam R$ 7 bilhões”, diz a nota.
Também destacou que por determinação do Tribunal de Justiça todas as escolas municipais devem funcionar com, no mínimo, 70% dos professores e demais profissionais. “Ausências não justificadas serão descontadas, de acordo com a legislação.”
















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