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Café: Robusta renova recorde; preço do arábica é o maior desde 1998

Os movimentos de alta nos preços dos cafés robusta e arábica seguem firmes no Brasil. O Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, vem renovando o recorde real da série histórica do Cepea (iniciada em novembro de 2001) e, na parcial deste ano, registra valorização de mais de 100%. Pesquisadores do Cepea indicam que a alta está atrelada à oferta limitada da variedade no Vietnã e no Brasil, além dos maiores preços do arábica. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica do tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, vem operando acima dos R$ 1.800,00/saca de 60 kg, o maior patamar real desde 27 fevereiro de 1998. No acumulado deste ano, o aumento é de quase 80%. Segundo pesquisadores do Cepea, a elevação no preço do arábica se deve à oferta restrita da variedade e ao alto percentual de já negociado pelos produtores – vale lembrar que a safra 2024/25 não foi tão volumosa. Além disso, agentes seguem atentos ao desenvolvimento da próxima temporada 2025/26; as condições mais debilitadas de grande parte das plantas podem resultar em oferta abaixo do esperado no ano que vem.

ARROZ: Preços são os menores em seis meses

Levantamento do Cepea mostra que os preços do , na última semana, tiveram a maior queda desde meados de junho e voltaram a operar nos patamares nominais de maio deste ano. A equipe do Cepea observou uma saída de compradores do spot, com os poucos ativos ofertando valores bem menores que os praticados nas semanas anteriores. Vendedores tentaram resistir, mas prevaleceu a pressão compradora, em um mercado com maior “queda de braço”. De acordo com pesquisadores do Cepea, também influenciaram as baixas nas cotações o bom ritmo de cultivo da nova safra e a divulgação do governo de oferta de leilões de opções de venda envolvendo produtos da nova temporada a valores bem abaixo dos registrados atualmente.

ALGODÃO: Negócios mantêm bom ritmo; preços recuam

O mercado de em pluma abriu a segunda quinzena de novembro com bom ritmo de negócios no spot. Segundo pesquisadores do Cepea, demandantes adquirem a pluma para atender a necessidades imediatas e/ou para manutenção de estoques para o final do ano. As cotações, por sua vez, recuam, pressionadas sobretudo pela desvalorização externa. Quanto à produção brasileira de algodão na safra 2024/25, estimativas recentes da Conab apontam novo recorde, de 3,704 milhões de toneladas, aumento de 0,1% frente à temporada 2023/24. Dessa forma, a necessidade de se escoar o excedente deve manter as exportações da pluma também recordes, já que o consumo pode ter crescimento ainda tímido, segundo explicam pesquisadores do Cepea.

SUÍNOS: Carne suína ganha competitividade frente à bovina

Pesquisas do Cepea mostram que os preços do suíno vivo e da carne seguem em alta no mercado brasileiro e renovando – em algumas regiões – as máximas nominais das respectivas séries históricas. Mesmo com as valorizações, a competitividade da proteína suína frente à concorrente bovina nesta parcial de novembro é a maior desde junho de 2023, uma vez que o mercado de boi tem registrado forte e consistente aumentos nas cotações. Já no comparativo com a carne de frango, concorrente mais em conta, a suína apresenta redução na competitividade neste mês. Especificamente no mercado interno suinícola, pesquisadores do Cepea indicam que as aquecidas demandas interna e externa pela carne e a dificuldade em se encontrar novos lotes de animais para abate seguem impulsionando os preços do setor como um todo.



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