A prévia da inflação de março na Região Metropolitana de Salvador (RMS) registrou alta de 0,45%, influenciada principalmente pelos grupos de alimentação (1,01%) e transportes (0,79%). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE.
O grupo de alimentos apresentou o maior avanço mensal em mais de um ano — desde fevereiro de 2025, quando havia subido 1,95%. O resultado foi impulsionado sobretudo pela alimentação no domicílio (1,22%), com destaque para aumentos expressivos em tubérculos, raízes e legumes (18,83%), como batata-inglesa (42,11%) e tomate (22,22%). Também houve elevação nos preços das carnes (2,10%), especialmente a costela (3,49%).
Entre os itens com maiores altas na RMS, segundo o IPCA-15 de março, estão batata-inglesa, tomate, feijão-carioca (17,25%), cenoura (15,62%) e cebola (9,68%).
O grupo de transportes teve a segunda maior alta, com impacto relevante no índice geral. O aumento foi puxado pelos combustíveis (3,97%), com destaque para gasolina (3,89%) e óleo diesel (8,00%). Por outro lado, o aluguel de veículos apresentou queda significativa (-19,14%), ajudando a conter o avanço do grupo.
Dos nove grupos analisados, três não registraram alta. O vestuário ficou estável (0,00%), enquanto habitação (-0,32%) e artigos de residência (-0,10%) apresentaram recuo nos preços.
A queda no grupo habitação foi a sexta consecutiva, influenciada principalmente pela redução na energia elétrica residencial (-0,47%). Já os artigos de residência recuaram devido à diminuição nos preços de mobiliário (-0,80%), como móveis para quarto (-1,54%).
Apesar das pressões inflacionárias, o item que mais contribuiu para conter o índice geral foi a hospedagem, que registrou queda de 5,00% no período.












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