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Operação investiga fraude fiscal de R$ 160 milhões em distribuidora de cigarros em Goiás

Uma operação conjunta entre a Secretaria da Economia de Goiás, a Receita Estadual e a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT) foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (9/4), com o objetivo de desarticular um esquema milionário de fraude fiscal envolvendo uma distribuidora de cigarros.

Batizada de “Smokescreen” — termo em inglês que significa “cortina de fumaça” —, a ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Goiânia e Aparecida de Goiânia, incluindo sedes de empresas investigadas e um escritório de contabilidade.

As investigações tiveram início a partir de auditorias conduzidas pela Gerência de Auditoria de Indústria e Atacado (GEAT), com aprofundamento pela Gerência de Inteligência Fiscal da Receita Estadual. Segundo os levantamentos, o grupo empresarial investigado já acumula cerca de R$ 160 milhões em débitos inscritos na Dívida Ativa do Estado de Goiás.

De acordo com o auditor fiscal Wagner Machado, supervisor da Delegacia Regional de Fiscalização de Goiânia, foi identificada a existência de uma estrutura empresarial simulada, composta inicialmente por três empresas interligadas. Apesar de operarem como um único grupo, funções como estoque, gestão financeira e comercialização eram compartilhadas, enquanto a responsabilidade tributária era concentrada artificialmente em apenas uma empresa. “Essa dinâmica cria um cenário de concorrência desleal e gera prejuízos diretos aos cofres públicos”, destacou o auditor.

As investigações também apontam que a distribuidora possui matriz em São Paulo e mantinha uma filial em Goiás que funcionava apenas formalmente. Segundo o delegado titular da DOT, Alexandre Alvim, a unidade goiana era utilizada como mecanismo para concentrar débitos tributários.

“O cigarro era enviado de São Paulo para essa filial, mas, na prática, era distribuído para outras empresas do grupo, responsáveis pela comercialização. Com isso, a carga tributária ficava acumulada na filial, sem o devido recolhimento”, explicou.

Todo o material apreendido será analisado pela Receita Estadual e pela Polícia Civil, com o objetivo de identificar os responsáveis pelo controle financeiro e administrativo do esquema. Entre os crimes investigados estão sonegação fiscal, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e associação criminosa, podendo haver novos desdobramentos a partir da análise das provas.

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