Anitta fez alterações em sua aparência. Isso não é uma opinião, mas um fato que ela admite de forma natural, dizendo que sempre que tem vontade de fazer uma cirurgia plástica, ela faz. Como bem sabemos, a vida é dela, o corpo é dela, o dinheiro é dela e ninguém tem nada com isso.
Ao fazer essa cirurgia, porém, surge uma realidade. Agora temos um “antes” e um “depois”. Temos um arquivo da cara de Anitta em nossa lembrança e uma nova imagem de seu rosto após a cirurgia.
E aí entra outro fato: o cérebro humano opera, fundamentalmente, por comparação. É um mecanismo cognitivo essencial para a nossa sobrevivência e adaptação.
Se avistarmos uma coisa comprida e marrom no meio da folhagem onde estamos pisando, vamos comparar mentalmente e concluir que é uma cobra e sair correndo, mesmo que depois a gente perceba que era apenas um pedaço de corda velha.
São atalhos mentais chamados heurísticas, comparações rápidas de novas informações com imagens pré-existentes para não sobrecarregar nosso sistema.
Assim, muita gente que olhou a nova imagem do rosto de Anitta achou que se assemelhava ao de Juliette. Uma jornalista achou que ela agora parecia a Flordelis.
Não entendo isso como críticas, mas como comparações mentais que algumas pessoas fizeram num primeiro momento. Mas, logo depois, veio a chuva de julgamentos e opiniões e é aí que começa o problema.
Todo mundo tem direito a ter uma opinião sobre cirurgias plásticas, sobre modificações, sobre o resultado de um procedimento, sobre a versão atual de Anitta. Mas pode publicar essa opinião nas redes sociais? Como diria Keila Mellman, a personagem da genial atriz Ilana Kaplan: “poder, pode, mas é de bom tom?”
Na minha opinião, não é de bom tom publicar críticas à aparência das pessoas. Talvez, não seja de bom tom nem mesmo publicar elogios. Porque se você gosta da pessoa, o que importa não é se você aprovou, mas se ela gostou do resultado. Num mundo ideal, cada um faria o que quisesse com sua aparência e ninguém daria palpites, só apoio ou acolhimento.
O mundo ideal, no entanto, não existe. Somos humanos, falhos, impulsivos e constantemente sequestrados por nossas emoções mais intensas. Sentimos inveja, raiva, revolta, indignação e também paixão, orgulho, medo, desejo. E, como as redes sociais estão ali, nas nossas mãos, caímos na tentação de opinar sobre tudo e todos.
Anitta está diferente. E está diferente porque quis. Se você ou eu gostamos, ou não gostamos do resultado, não faz diferença na vida dela nem nas nossas. Se ela gostou do resultado, que bom que está feliz.
















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