Riscos envolvendo o uso excessivo de telas, discriminação e exposição nas redes sociais têm preocupado cada vez mais pais e mães de adolescentes, desde a repercussão do vídeo do influenciador Felca no ano passado, que denunciou a exploração e sexualização de menores na internet.
A escola exerce papel estratégico na conscientização a respeito desses temas. Especialistas defendem a articulação de bons projetos de educação digital e midiática nas instituições para colocar em prática diretrizes previstas pelo ECA Digital (Lei n.º 15.211/2025).
“Mais do que ensinar como manejar aparelhos tecnológicos, é preciso educar para que eles possam se apropriar das tecnologias de forma crítica, visando o respeito ao convívio e o respeito aos direitos humanos”, afirma o professor de Educomunicação da Escola de Comunicação e Artes da USP (Universidade de São Paulo) Claudemir Edson Viana.
No Colégio Objetivo, a escola trabalha no currículo questões envolvendo segurança na internet e o uso responsável das redes desde 2009. Se antes a orientação era mais técnica —por exemplo, como evitar vírus no computador—, hoje o foco está no comportamento na internet e os riscos envolvidos no ambiente digital.
Os temas aparecem de forma contínua e interdisciplinar ao longo da formação dos estudantes. No ensino médio, por exemplo, a aula de oficina multidisciplinar orienta os alunos sobre cuidado com o uso de dados pessoais, conteúdo falso produzido por inteligência artificial e exposição de fotos íntimas na internet.
“Eu não mando esse tipo de foto, porque eu acredito que, independentemente do nível de intimidade que você tem com a pessoa, principalmente na internet, não é confiável”, afirma Sabrina Diniz, 15, do segundo ano do ensino médio.
A escola também busca envolver os pais na discussão. “Orientamos que o computador fique em um espaço comum e que os pais não deixem o adolescente no quarto, isolado, achando que ele está seguro”, explica Esmeraldo Caneloi, professor e coordenador da oficina multidisciplinar do Colégio Objetivo, na unidade da avenida Paulista.
Pelo oitavo ano consecutivo, a instituição foi reconhecida como o melhor colégio particular de São Paulo. O Objetivo foi lembrado de forma espontânea por 8% dos moradores da capital paulista, das classes A e B, em pesquisa Datafolha.
Outro desafio tem sido controlar o tempo de exposição às telas. A escola já restringia o uso aparelhos eletrônicos em sala de aula, antes da sanção da lei no início de 2025. A legislação reforçou o regulamento interno do colégio e melhorou a atenção em sala de aula e a convivência nos intervalos, como observam os próprios alunos.
“A gente se distraía muito mais durante a aula. Acabava que você não aprendia. Também é bom eles restringirem o uso do celular na escola porque ajuda as pessoas novas a fazer mais amizades”, diz Antonio de Castro, 16, aluno do segundo ano do ensino médio.
COLÉGIO OBJETIVO
- 8% é o total de menções da marca
- 8 é o número de vitórias na categoria
Ficamos muito felizes e honrados em saber que o nome Objetivo sempre se destaca nas lembranças afetivas das pessoas. Estudantes de diferentes gerações carregam sensações semelhantes pela lembrança dos professores, das aulas, das atividades.
















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